Brasília (24/04/2009) – Em discurso proferido ontem, 23, no plenário da Câmara, o deputado Eunício Oliveira (CE) registrou os 125 anos de emancipação política do Ceará. Comemorada em 25 de março, o feito tornou possível a libertação dos escravos no estado, quatro anos antes da promulgação da Lei Áurea.
“O fim da escravatura na Província do Ceará ocorreu em 1884, quatro anos antes da promulgação da Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, pela Princesa Imperial Regente, a Princesa Isabel ”, informou o deputado. A Lei foi aprovada pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, abolindo a escravidão em todo o território brasileiro, pondo fim a 300 anos de exploração do trabalho servil de 1 milhão e 500 mil negros africanos.
O Ceará é o pioneiro na abolição da escravatura ao libertar os seus escravos, primeiramente, em 1º de janeiro de 1880, na pequena vila de Acarape, hoje cidade de Redenção, com a demolição das senzalas pelos membros da Sociedade Acarapense de Libertação.
De acordo com Eunício Oliveira, ao tomar conhecimento da notícia da emancipação na Província do Ceará , José Bonifácio de Andrada, o Patriarca da Independência, conclamou o povo brasileiro a tomar uma posição firme pela abolição em todo o País. "Generoso irmão do Brasil, que amais a nossa Pátria, sabeis que, sem a abolição total do infame tráfico da escravatura africana e sem a emancipação sucessiva dos atuais cativos, nunca o Brasil firmará a sua Independência Nacional, segurará e defenderá a sua liberal Constituição", disse Oliveira, citando o discurso de Bonifácio.
COMEMORAÇÕES - A data, segundo o deputado, foi marcada por comemorações tanto em Fortaleza, como em Redenção e outras cidades do estado. Na capital cearense, houve desfile de dez maracatus - uma das principais manifestações da cultura africana no Ceará -, palestras e a entrega da Medalha da Abolição ao presidente do STJ, César Asfor, e ao cantor Raimundo Fagner.
Roberta Ramos (ACS/PMDB)





